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Quando o Legislativo se submete, a democracia adoece

A democracia se sustenta no equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que existem para fiscalizar excessos e garantir o interesse público acima dos interesses pessoais ou partidários.

Em Três Lagoas, na avaliação do editorial, existe atualmente uma concentração de controle do Legislativo municipal por parte do prefeito Cassiano Maia e do secretário de Governo, André Bacala. A maioria dos vereadores eleitos teria participado da campanha do prefeito, muitos com parentes ou aliados empregados na estrutura do Executivo, o que, segundo o texto, compromete a independência do Parlamento.

O editorial afirma que, quando o vereador depende do prefeito e seu mandato está condicionado a cargos, contratos e conveniências, o papel fiscalizador desaparece. Nesse contexto, a Câmara Municipal deixa de ser um poder independente e se transforma, conforme a publicação, em extensão do gabinete do prefeito, resultando na aprovação de projetos sem debate, abafamento de denúncias e ausência de questionamentos.

O texto destaca que a oposição é necessária para questionar, investigar, cobrar transparência e impedir abusos. Uma Câmara sem oposição, descreve o editorial, se torna fraca, submissa e distante da população.

Segundo o editorial, a população precisa entender que a fiscalização não é um obstáculo, mas uma garantia; que o debate aprimora; e que a independência do Legislativo não é crise política, mas maturidade democrática.

O autor conclui afirmando que, quando o Legislativo depende do Executivo, prevalecem silêncio, omissão e conivência, e que Três Lagoas merece uma Câmara Municipal livre, independente e comprometida com o povo, e não com cargos, favores ou interesses de bastidores.