Geral

Paciente psiquiátrico agride enfermeiro dentro da UPA de Três Lagoas

Um caso de agressão dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Três Lagoas chamou a atenção para problemas no atendimento a pacientes com transtornos mentais. Durante um atendimento na unidade, um enfermeiro acabou sendo agredido por um paciente.

Segundo relatos da equipe de saúde, o paciente, de 25 anos, vinha sendo levado diversas vezes à UPA nos últimos dias por familiares, pelo Corpo de Bombeiros e também por equipes do SAMU, após apresentar episódios de agressividade dentro de casa.

Diante das repetidas ocorrências, a equipe decidiu mantê-lo na unidade para avaliação psiquiátrica. No entanto, a permanência ocorreu sem a estrutura adequada para esse tipo de atendimento, além da falta de equipe especializada e suporte terapêutico apropriado.

O paciente possui histórico desde a infância de deficiência intelectual associada a transtorno comportamental, condição que exige acompanhamento especializado e ambiente apropriado para manejo clínico.

Durante o atendimento, o jovem apresentou forte agitação. Após o médico prescrever medicação para contenção clínica, a equipe de enfermagem tentou administrar o medicamento, momento em que o paciente reagiu de forma agressiva.

Na confusão, um enfermeiro foi atacado fisicamente. O profissional teve o uniforme rasgado e sofreu lesões na região do pescoço e do tórax enquanto tentava controlar a situação.

O caso gerou indignação entre trabalhadores da unidade, que afirmam enfrentar riscos constantes devido à falta de estrutura adequada para atender pacientes psiquiátricos. Segundo relatos, a UPA não possui sala segura, equipe especializada em saúde mental nem protocolos adequados para lidar com casos graves de agitação.

Mesmo assim, por falta de vagas em serviços especializados e pela ausência de uma rede estruturada de saúde mental, esses pacientes acabam permanecendo nas unidades de pronto atendimento por horas ou até dias.